Viajando pela Holanda, Itália, França e Espanha
Viajando pela Holanda, Itália, França e Espanha Júlia nos passa suas impressões e sensações do velho continente na época de sua viagem no início do ano passado. Hum que saudades do velho continente!
Obrigado Júlia por nos presentear com este relato e contribuir no espaço Colabore! Aproveitem a viagem.
Por Júlia Schnorr
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*HOLANDA*
Ontem cheguei a essa incrível cidade chamada Amsterdam. Do avião ela parecia uma maquete perfeitamente projetada. As ruas, piscinas, condomínios, campos de futebol, praias. Tudo artificialmente preparado para te esperar. Quando desci do avião eu percebi que deveria saber mais falar o inglês e que isso me faria falta. Mas com a mímica se resolve. Pensei que fosse encontrar um maconheiro por cada esquina, mas não, encontrei vários. O pessoal não curte que tu fomes na rua, mas se fumas, tudo bem. O melhor são os coffeeshops, que além do space cake – bolo com maconha – tem variedades de gostos e procedências. Tem bicicleta por todo lugar e eu já fui confundida três vezes com alguma holandesa. Amanhã vou alugar bicicleta, quarta vou ao Distrito da Luz Vermelha, onde a prostituição é

legalizada e fiscalizada. Ontem fui ao Vondelpark – do lado do meu hostel – e no Film Museam. Também tomei café com um holandês com ascendência grega. O nome em português era Miguel, mas ainda não sei o grego. Hoje fui em um coffeeshop para conhecer o ambiente e vi gente fumando maconha ao lado de um casal tomando café da manhã. A novidade para os holandeses não é fumar maconha e sim os estrangeiros se espantarem com isso. Faz parte do cotidiano de quem fuma ou não fuma. Já enviei três postais e espero que cheguem. Depois escrevo mais..desaventuras de Catherine no mundo amarelo e laranja da Holanda. Entrando no Bairro Vermelho um mochileiro que me acompanhou hoje me disse: Mira la calle, tu eres la unica mujer. Bueno, era verdade. Eu era a única mulher. A única mulher que não estava em exibição numa vitrine vermelha. Andei por lá, o mochileiro adorou, como todos os homens. Elas ficam lá, rebolando e se demonstrando muito felizes. Mas na verdade apenas algumas têm sex appeal suficiente para conseguir um cliente. A maioria tem a aparência triste ou de não satisfação com o seu trabalho, então ficam falando ao telefone, outras comem e outras, já de avançada idade, olham pro nada. Fora isso tem loja de serviços “alucinógenos” por todo lugar, assim como muitos chineses, porque é perto do chinatown. Fizemos tudo isso a pé e estou queimada do frio. E arde muito. Aqui na Holanda tudo vira produto: do sexo ao prazer de um haxixe.
Ontem, aqui no hostel, teve concurso de música e eu concorri, mas só depois de duas dutch bier. Eu e um mexicano cantamos Garota de Ipanema e um argentino tocou no violão. Ganhei duas tequilas por isso. Por aqui é fácil se perder. Muito fácil. Amanhã quero andar de bicicleta, mas os planos mudam rapidamente. Na verdade essa cidade enlouquecida me ensinou que os planos são substituídos pela espontaneidade. Depois, quando tiver tempo, conta melhor a história do holandês grego com quem tomei café e que mostrou fotos dasfilhas.
Hoje o dia foi solitário. Os guris latinos ou foram para alguma cidade próxima à capital ou foram ao Van Gogh Museum – que eu já vi e foi muito bom. Então passeei sozinha, eu e meu mapa todo riscadinho. De manhã choveu e ficou nublado. Todos os dias assim, nublado e frio. Então que pelas 12hrs, quando eu estava caminhando em um canal para o Museu da Anne Frank abre um sol tímido e ele fica ali, se mostrando, por uns 10 minutos. Foi o máximo de sol que vi na Holanda. Fiz o Walking Tour sozinha, mas não completamente.

Inúmeros espanhóis fizeram comigo, pois a caminhada era em español. A única da cidade. Então fomos caminhando por entre as profissionais do sexo, por entre as igrejas católicas e dos puritanos, pelo palácio real, pelas ocupações punks, pelos coffeeshops mais conhecidos, por inúmeras pessoas fumando maconha na rua e tudo. O guia nos informou que a cidade, a partir da semana que vem, irá proibir o consumo de cogumelos e magic mushrooms. Por quê? A cereja na ponta do sorvete – nas expressões do guia ultragayfashion – foi quando uma chica francesa veio comemorar seu aniversário de 17 anos aqui. Seu presente de aniversário? Uma caixa do mais potente cogumelo. A guria delirou e ouviu tantas vozes que se apavorou e se atirou – como um porco voador, dizem as testemunhas – do sétimo andar do hotel onde estava hospedada. Virou panqueca, a pobre. Desde então há uma pressão dos democratas católicos – sempre eles – para proibir os alucinógenos. Isso que dá guria nova se meter com coisa séria que precisa, mesmo sendo pra viajar e delirar, um pouco de responsabilidade. Então depois eu fui ao museu da Anne Frank e fiquei lá sentada um bom tempo. É um bom lugar, mas não vale os 7,50 euros. O do Van Gogh vale, mesmo sem o quadro da orelha cortada ou da noite estrelada. Bueno, amanhã acordo às 6 da manhã e vou ao aeroporto. Tchau, Amsterdam. Paris, aí vou eu!
ITÁLIA – IMPRESSÕES*
Há poucos dias eu voltei da Itália com a trupe brasileira. Ficamos dois dias lá, nos encontrando com carboidratos e açúcares maravilhosos.
A pizza italiana, ao contrário da brasileira, tem pouca diversidade de sabores e, mesmo sendo ela boa, não ganha da pizza do Cavanha’s de Porto Alegre. O mais interessante é que a pizza também faz parte da lista de produtos dos fast-foods de Milão.
Já o sorvete é o melhor que eu já provei. E provei duas vezes, porque a maioria dos preços na Itália são consideravelmente menores que os da França. Lá o desemprego é bem maior,principalmente na região sul da botinha simpática. Os italianos falam alto e gesticulam bastante. Isso é verdade. A maioria fica muito feliz ao saber que minha bisavó é imigrante italiana o que me torna, para eles e talvez para mim, uma participante da ‘grande família’. Eu percebi que cheguei na Itália quando vi que as pessoas se olhavam no olho, cuidavam que roupa tu vestias e os homens viravam o rosto pra olhar a silhueta das mulheres. Mulher andando sozinha pelas ruas de Milão é pedir pra que surja um italiano com suas intenções simpáticas. Até eu conheci um Paolo da vida. Por duas quadras, enquanto eu buscava desesperadamente o olhar do meu irmão que havia perdido.
Percebi que cheguei na Itália quando acordei depois de um sono confuso com a boca aberta. E olha que o que me acordou não foi meu irmão e minha cunhada rindo da boca aberta e da respiração forte. Fui acordada por um barulho que nunca tinha ouvido. Um porsche a uns 200 por hora voou do nosso lado. Me senti dentro de uma tartaruga que andava a 120 por hora. Mas enfim, era a Itália e não queríamos nenhuma multa. Andamos dentro das montanhas por túneis de até 13 km. A primeira vez é emocionante, já a segunda é normal.
O norte da Itália, resumidamente – e faltando muita coisa, significa preço bom, comida boa, monumentos lembrando a Unificação, igrejas, relíquias do império romano, trânsito confuso, ruas estreitas, homens conversadores, pessoas simpáticas, mais igrejas, muitos imigrantes (asiáticos e africanos), mini-saia mesmo no inverno e lojas e carros caros. Ah, eu nunca tinha visto um descendente de indígena americano, mas em Milano e Torino eu vi bastante. Eles ficam nas praças vestidos à caráter e tocando suas flautas. Existem alguns mais inovadores que tocam uma mistura com folk americano e usam roupa de vaqueiro. É bizarro. Também me chamou a atenção a quantidade de pertences egípcios nessas duas cidades. É museu pra cá e pra lá. Ainda estou refletindo se, economicamente, vale a pena ir pra Alemanha por três dias. Ainda me falta conhecer a Espanha, especialmente a Catalunha. Depois eu volto pro país verde e amarelo. Com mais sensações, visões, rostos, cores, códigos humanos, sabendo construir frases em francês e sabendo falar umas 3 frases em italiano, com um pouco mais de heróis e lutas, com o meu ouvido mais atento aos sotaques. Ah…paro por aqui!
*GRENOBLE – FRANÇA*
O que ando fazendo? Estudando francês e me conectando a essa cultura. Me perdi, inúmeras vezes, pelas ruas de séculos de idade de Grenoble. Fui em pub em que não bebi nada e mesmo assim me diverti. Ri muito com brasileiros e venezuelanos. Eles bêbados, eu não. O Arjuna, meu afilhado – e ele tem dezenas – nasceu e eu estou louca para conhecê-lo. Notei que não existe cachorro sem coleira e todos os donos, onde se encaixam os moradores de rua, têm o cachorro somente com coleira. Nem que seja uma cordinha vagabunda. Aqui tem pedinte de rua. Aqui tem punk na rua. Punk que pede dinheiro na rua. Todos com seus respectivos cachorros. Aqui tem bêbado em TRAM que pergunta as horas, sucessivamente. Aqui, no interior da França, é um lugar normal. Com algumas diferenças, mas um lugar normal. Nem todo mundo é rico, nem todo mundo é cheiroso ou super culto. É normal. Sem, quem sabe, a exorbitante diferença de posse de grana como no Brasil. Hoje experimentei comida árabe e adorei os doces de côco. Pela manhã acompanhei a minha trupe brasileira para uma caminhada entre as montanhas, rumo a um monastério onde os monges produzem várias qualidades de licores para o mundo inteiro. Eles fazem voto de silêncio e se vestem como os bichos do filme ”A Vila”’. Falando nisso, o cinema é caro e não tem desconto para estudantes. Conheci na faculdade mais pessoas de outros lugares, como Itália e Irã, do que os próprios franceses. Não são completamente inacessíveis, mas quem vai querer ficar conversando e experimento o francês de uma guria que não é francôfona?
Então eu abuso dos meus colegas de classe. No quesito bebida, aqui é tudo fraquinho: a tequila é misturada com suco de laranja e a cerveja é uma água, mas não mais que a Itaipava. Mas, como tudo é caro, eu fico normalmente na vontade. Ontem foi dia dos namorados aqui e eu passei apagadinha com alguns latinos num pub do centro da ville.
Daqui uns dias vai ter o célebre jogo da França e Inglaterra, eternos rivais, e existe propaganda por todos os lugares. Amanhã iremos para o norte da Itália, mais precisamente em Turino e Milan. Só vou pensar na Magdalena, porque ela vive aquele lugar. Vou olhar duas vezes pra gravar. Duas ou três. Acho que três, pra ter certeza.
* GRENOBLE FRANÇA – PARTE 2*
Hoje eu fui ver a neve. Na verdade o gelo que restou da neve. Viajei num ônibus lotado rumo à Chamrousse, com 1700 metros de altura. Lá eu não fiz ski, mas sim skibunda, porque o primeiro tinha que pagar o teleférico e o equipamento, o que daria uns 30 euros. Então escolhemos o segundo que não paga nada além dos 5 euros de ônibus para a ida e a volta. Eu vi francês levando cachorro para a montanha e o segundo fazendo xixi e cocô lá no gelo mesmo, onde possivelmente uma criança curiosa vai comer o gelo com xixi. Vi gente cuspindo na neve e gente, homem mesmo, fazendo xixi ali mesmo. Mas isso se transcende, juro que se transcende. Fora o fedor alheio, isso não se transcende, mas se acostuma. Tudo isso vira apenas um detalhe cômico quando se senta naquelas pás de plástico duro – as luges – e se escorrega, ao lado de milhares crianças e seus pais, pelo gelo abaixo. Eba. É tri feliz e eu morro rindo mesmo que o tombo – metros abaixo – seja feio. O sol na neve queima. Tirei fotos com bonecos de gelo e senti muito frio. Senti calor também, porque tínhamos que subir todos os metros que descemos. Isso repetidamente. Inúmeras vezes. Agora parece que fiz inúmeras abdominais e subi muitos metros, mas estou com aquela sensação boa que dá quando passamos uma tarde rindo com outras pessoas e essas pessoas rindo de ti e contigo. Isso é bom, é ótimo. É isso que conta. Lá na neve eu escrevi uma coisa: um pedido. Mas isso é secreto, de tão simples que é. Simples e forte.
*ESPANHA – PAIS BASCO*
Eu não sei muito bem por onde começo. Eu fiz tantas coisas nos últimos quatro dias que eu me perco em explicações lineares. Pode parecer mentira.
É, pode parecer mentira de pescador, mas fizemos tudo isso nesses dias. Fomos à Carcassone, onde tem o castelo super preservado e onde foi rodado o filme Robin Hood. Eu ria e me divertia, mesmo vendo a cidade medieval sendo transformada num comércio muito bagaceiro de artigos medievais. Armas brancas de plástico, coroas e armaduras a preço e qualidade de balela. Também lá a comida era cara e um sorvete de duas bolas custava 4 euros. Mas a vista, ahhh, a vista!
Eu me deliciava olhando os resquícios da arquitetura gallo-romana, olhando as crianças correndo e os jovens casais namorando no alto da muralha de proteção do castelo. É, foi especial. De Carcassone dirigimos para Lourdes. Lourdes não significaria nada para mim, uma guria que não é católica, mas eu era os olhos da minha avó Lina naquele lugar. Eu sentei num banquinho e fiquei vendo as pessoas passarem com vários recipientes onde iriam colocar a água – supostamente vinda da gruta da Bernadete – e levar para casa. Eram muitas pessoas, mesmo no inverno.
Da visita rápida para a cidade de turismo religioso, fomos para Biarritz. Eta praia linda, com as pedrinhas ao invés da areia. Eu peguei cinco da mãe natureza. Até peguei mais, mas o meu irmão selecionou as mais bonitas. Tirei as botas de inverno e fui pra água. Dor. A água era gelada. Bem gelada. Caminhei um pouquinho, senti muito frio e saí. Beleza, vou caminhar na praia, foi o que eu pensei. Não consegui porque as pedras fincavam nos meus pés. Coloquei, então, as havaianas verdes com a bandeira do Brasil. E fui eu caminhar na praia francesa com os chinelos número 43 do meu irmão. Depois de Biarritz, seguimos para a fronteira com a Espanha. E eu já me preparava para falar espanhol e ouvir flamenco e touradas. Balela. Fui ao País Basco e duas coisas eu conclui: se tu quiseres visitar a Espanha, não vá para o País Basco. A outra é que o lugar é do c…! As praias são terrivelmente lindas. Lindas de doer. Mesmo no inverno.
Na verdade, eu acho as praias mais lindas no inverno, sem as centenas de biquinis e calções na areia. A cidade de Bilbao eu confundi com o Bilbo Bolseiro e até fiquei a viagem inteira bolando histórias sobre o desenvolvimento da Terra Média com a Terra dos Hobbits. Daí eu me esqueci da metade da história, mas mesmo assim recordo que tirei uma foto com o Bilbobus. E nossa, a viagem foi muito boa. Muito boa! Não aprendi palavra nenhuma na língua do País Basco, mas acredito na justa independência que merecem de Madri.
*DESPEDIDA DA EUROPA*
Meu nome, minha idade e minha profissão em francês. Além disso, eu sabia dizer também o mínimo da ”politesse”, como obrigada, bom dia e boa noite. Eu saí do Brasil com os olhos chorando por vários motivos. O subjetivo era porque a despedida no aeroporto não foi como nos filmes. E eu teimo em comparar os atos aos filmes e suas trilhas sonoras. Levantei vôo e assim chorei, fazendo snif snif com o nariz, porque eu vi as nuvens de cima. Coisa que nunca tinha visto. E como foi especial. Bonito. Quando eu vi tudo de cima, lembrei do Kundera.
Eu estava mais perto das estrelas. ”Avoando”. O meu ouvido ficou surdo, paralisado, fazendo bolinhas de chiclé. Cheguei e fui pra Holanda, onde os pré-conceitos eram quebrados a cada esquina: era gente fumando maconha e falando com o vizinho, era gente comprando o sexo ali na rua. Holanda foi pra mim o país da tolerância e o país onde tudo vira produto. Essa é a lei. Lá eu conheci o mexicano que leu minha mão, prevendo um futuro que escolho não acreditar. Talvez eu acredite no fundinho, porque ele me diz que é descendente dos maias. Com eles não se brinca. Lá eu conheci o argentino músico mui bagual que era enfim, muito sincero.
Depois o reencontrei entre risadas no Louvre. Foi especial. Com esses dois eu fiquei até madrugada conversando nas escadarias. Falamos de tudo: de política, de amor e sobre chás. Cantamos música brasileira bem alto e bem desafinado. Lá eu conheci a guria que perdeu todos os documentos, máquina fotográfica e dinheiro no TRAM de Amsterdam. O desespero não existia pra ela. Ela estava calma. Eu perderia os cabelos. Fui pra França e vi que Paris não é França. Paris é cosmopolita demais, com sua gente falando inglês embaralhado. Cheguei no interior da França, onde passei junto aos meus uns 20 dias. Sobre esse tempo, eu tenho muito o que falar. Eu vi padre produzindo licor, vi mulheres usando as calças de aladin, eu nunca vi tanto bebê como aqui, eu vi mais árabes que franceses, eu vi a periferia que parece um condomínio bem bom no Brasil, eu percebi que o custo de vida aqui é muito mais em conta que no Brasil – se tu ganhares em euros. Eu me dei conta também que todo mundo ama o Brasil. Para a maioria, o Brasil é um lugar à parte do resto, sendo quase um paraíso. Corrupção? Pobreza? Isso tem em outros lugares pra eles. Preferem lembrar da natureza, do futebol e da maneira como as mulheres dançam. Um africano da Etiópia me mostrou como elas dançavam e seus olhos brilhavam de desejo. É assim. De certa forma essa imagem nos ajuda – aos brasileiros – no exterior.
E não adiantava eu falar mil vezes que eu morava no sul e que lá fazia frio. Eu ainda vivia na praia e sempre era o Rio 40 graus. To indo pra Barcelona logo logo. Lá vou fazer pose feia na frente da estátua do tio Colombo. Vou ficar na casa de um mexicano que é fisioterapeuta no seu país, mas trabalha como cozinheiro pra sobreviver na Europa. Seus anos de estudo nada valem aqui. Ele mora com duas gentis moças catalãs. Não vou pagar nada. Eles contam suas histórias, eu conta as minhas. Não existe moeda que pague isso. Eu vou sentir falta das horas em que estive com o meu irmão e das horas que eu o vi sorrir. Eu nunca senti tanta falta do pessoal que me acompanha diariamente na minha cidade. Eu percebi aqui o quanto são especiais e lindas. Só acho que me cansei de ter as roupas sujas misturadas com as roupas limpas. A comodidade é a principal arma contra a vida nômade! Tá tudo pulsando dentro de mim.
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