Colabore!

Camila e seu intercâmbio em Sydney na Austrália

Espero que este relato possa despertar em você a vontade de vivenciar uma nova cultura assim como a Camila vivenciou em seu intercâmbio em Sydney na Austrália. Obrigado Camila por contribuir com o blog e com seus leitores ao contar de forma tão espontânea sua experiência.

Obs: Pessoal, a opinião das pessoas que participam do espaço Colabore! do blog não refletem a minha opinião necessariamente.

 ___________________________________________________________

Bom, tomar uma decisão nem sempre é fácil, mas extremamente necessário em alguns momentos.

Meu nome é Camila, tenho 25 anos e estudo Letras na faculdade, estou no último ano e queria fazer um intercâmbio para melhorar meu inglês e assim poder ganhar meu dinheiro e ter maior independência no meu trabalho.

Como somos pequenos em nossos pensamentos, mal sabia o que estava por vir.

Cotei intercâmbio em várias agências e para vários lugares do mundo e o último foi para a Austrália.

Fechei com a CESE não sabendo muito sobre o país, pois não é um lugar muito noticiado pela mídia no Brasil, sem conhecer muito a família, somente que era duas meninas e a mãe e também não conhecia muito sobre a escola. Mas uma certeza eu tinha, o Senhor estava me levando, paz e segurança eu tinha para ir.

Pessoalmente estava um pouco insegura antes de ir por não conhecer ninguém lá e não saber como seria a família. Contudo, a CESE me ajudou muito no momento antes do embarque com a conversa no treinamento que temos.

Bom, visto na mão, todos os documentos certos, hora do embarque.

Cheguei em Sydney dia 01/01/2010 ás 13h PM. Ano Novo!!!! O pessoal da CESE Austrália me recepcionou no aeroporto e me levaram direto para minha casa. Tudo era muito novo, muito divertido, muito apaixonante, eu estava muito animada e feliz.

Chegando em casa , aliás uma casa grande, linda, em uma ótima vizinhança localizada no Hills, encontrei as duas filhas, a Geogia e a Annabelle, logo depois chegou a Jen com flores pra mim. Logo de começo conversamos bastante, elas me mostraram a casa, meu quarto e já me chamaram pra ir ao shopping. Como moramos em subúrbios na Australia, tem os shoppings mais visitados do subúrbio, o meu era o Castle Towers, como o point do lugar.

Elas estavam animadas comigo e eu com elas, tudo era muito novidade!!!

Apesar de o fuso horário ser bem diferente e te deixar meio fora de órbita, estava muito animada para pensar no meu cansaço.

Senti-me muito a vontade, a Jen cuidou de mim como uma filha e meu relacionamento com as meninas era de irmãs. Nós conversávamos todos os dias, saímos juntas, íamos à igreja e eu e  a Jen ficamos muito amigas. Participei de momentos muito especiais na família tanto bons como ruins, oramos juntas, choramos juntas e em 1 mês além de viver e conhecer de perto uma família australiana, fiz uma outra família que sei que vou poder contar pro resto da minha vida.  Nós nos falamos toda semana por e-mail e estamos planejando nos reencontrar novamente seja na Austrália ou no Brasil.

Além da família maravilhosa, participei de uma conferência para jovens em uma igreja muito conhecida lá chamada Hillsong e fiz amizade com pessoas maravilhosas. Fui muito privilegiada, pois minha casa era 10 min da igreja Hillsong de carro e a Jen sempre me levava ou eu arrumava carona com as pessoas que conheci lá.

Minha escola era de fácil acesso no centro de Sydney, com uma arquitetura maravilhosa do Queen Victoria Building , cheia de shopping centers, fast food e boa comida chinesa, japonesa e australiana também. E o bom é que você consegue ir a pé para todos os lugares, não é longe, até mesmo a praia de Bondi você consegue ir a pé se quiser, dá uns 30 min andando.

E por ser perto do centro eu pegava 1 ônibus para ir e outro para voltar somente, e nisso a Jen me ajudou muito também, com a localização e aonde pegar o ônibus.

Meu professor era muito bom e tive até a surpresa de fazer um passeio com a escola no jardim botânico da cidade no dia em que o príncipe William estava lá para cumprimentar o país pelo dia nacional da Austrália. Por essa eu também não esperava!!!

Como era verão, tive a oportunidade de conhecer praias maravilhosas como Manly, Dee Why e Soldier Beach em Central Coast com restaurantes muito legais pra comer Fish and Chips, Barbecue e Pancakes, que são as comidas que eles mais consomem lá.

Quero encorajar a você que tem um sonho e que deseja ter uma experiência fora a primeiro não desistir, e é incrível que acreditando como as coisas podem acontecer e mudar completamente alguns rumos.

E se você gostaria de esclarecer dúvidas e saber mais sobre como morar fora de um país ou para onde ir pode entrar em contato comigo, pois para minha maior surpresa a CESE me escolheu para ser a representante da empresa em São Paulo.

Camila Carelli – camilacarelli@gmail.com

Comments (1)

Links relacionados:

feed RSS Assine nosso feed RSS Twitter Siga-nos no Twitter! Compartilhe Compartilhe

EUA: Passeio de snowmobile em Vail perto de Aspen

iUm amigo me mandou algumas fotos de um lugar realmente especial que ele conheceu…espero que curtam a experiência!
Valeu  @gusmorabito por contribuir no espaço Colabore!

“Distante pouco mais de 2h de carro de Aspen, Vail também é famosa por suas estações de esqui. Mas o que fazer em Vail além de esquiar? Que tal passeio de snowmobile pelas montanhas geladas do Colorado? Por aproximadamente 150 dólares, o passeio assistido por um guia, inclui macacão, botas e capacete. Com duração de 3,5h, ainda há um almoço incluso e uma van para o translado ida e volta ao hotel. Passando por trilhas largas e estreitas, com curvas abertas e fechadas, o que te tira o fôlego não é adrenalina ou a altitude de mais de 10.000 pés e sim as paisagens deslumbrantes!”

Quem nunca se imaginou nesta situação após aqueles filmes de perseguição de Holywood que atire a primeira pedra :)  
eua-2010-snowmobile-vail-aspen

Realmente deve ser muito emocionante!eua-2010-snowmobile-vail-aspen

Agora, a paisagem…sem comentárioseua-2010-snowmobile-vail-aspen

Leave a Comment

Links relacionados:

feed RSS Assine nosso feed RSS Twitter Siga-nos no Twitter! Compartilhe Compartilhe

Os encantos de uma pequena vila em Minas

Tenho o prazer de compartilhar com vocês a experiência de Flavio Andrade que é jornalista e seu amigo Reinaldo Reigrimar sobre a bucólica cidade de São José das Três Ilhas que fica no interior de Minas Gerais.

Impressionante o choque entre as diferentes realidades que experimentei ao comparar com a selva de pedra onde moro – São Paulo. Amei a viagem, espero que você também aprecie.

Obrigado Flavio por compartilhar conosco sua experiência.

_____________________________________________________________

No início de 2008, eu e meu amigo, Reinaldo Reigrimar, fizemos uma viagem, a trabalho, a uma pequena vila de 200 habitantes próxima à cidade de Belmiro Braga, que fica a 36 quilômetros de Juiz de Fora, na divisa com o Rio de Janeiro. Pode parecer mais um vilarejo perdido no meio do mato, e que parou no tempo, mas esse lugar tem lá suas belezas arquitetônicas e naturais. Não fosse pelas antenas parabólicas, que insistem em modificar a paisagem, e pelas roupas coloridas de seus habitantes, poderíamos mesmo dizer que São José das Três Ilhas parou no tempo. A cidade, se é que podemos chamar de cidade, possui uma atmosfera do século XIX, ainda preservada em sua rua principal. Casarões erguidos com pedras, igrejas construídas por escravos, ruas de pedras, a nos indicar que ali, um dia, viveram alguns dos homens mais poderosos deste Brasil — naquela época, o café era o ouro verde e dava prosperidade ao lugar —, mas que agora não passa de um projeto turístico em desenvolvimento. Para quem visita São José das Três Ilhas, uma pergunta teima em perdurar na cabeça: como é possível deixar que tudo isso se acabe?

Nessa viagem, fizemos apenas algumas visitas esporádicas ao local para coletar depoimentos e imagens para a produção de um livro sobre cinema. Devido à beleza, o lugar fora escolhido, principalmente na década de 90, por muitos diretores para servir de cenário para filmes nacionais. Paralelamente a esta pesquisa, pude perceber outros aspectos além daqueles que pesquisei para reunir em livro. São essas sensações que narro neste relato de viagem. Coloco aqui apenas as informações que ficaram gravadas na lembrança. Deixo de lado os rascunhos e informações registradas na época e redijo apenas as recordações que minha mente fez questão de guardar. Nada de muitos números e fatos históricos. Narro o que vi, ouvi e vivenciei. Vamos fazer uma viagem que, embora no presente, nos permite vivenciar o passado.

A data da viagem poderia ter sido outra. Mas chegamos ao nosso destino no dia 20 de março de 2008, véspera de Páscoa. As comemorações com nossas famílias foram deixadas de lado. Afinal, estávamos atrasados com o projeto. Marcado o dia, lá fomos ver o que de tão belo realmente aquela pequena ilha tinha para atrair tanta atenção de renomados diretores de cinema. Ao grande público, o lugar não era assim tão capaz de cativar. Na internet, pouca informação sobre o lugarejo. Algumas matérias publicadas na grande mídia e em blogs, e nada mais. O que há de errado? Pensei. E quanto mais pesquisava — e menos encontrava —, mais crescia minha curiosidade. A preocupação em não encontrar um lugar que correspondesse às expectativas também aumentava. Não foi o que aconteceu. Foi muito surpreendente tudo o que vimos.

Para chegar lá, foram mais de 55 quilômetros de estrada de chão. Mas a sensação era a de que tínhamos andado 100 quilômetros. Condução para o local? Esquece. São José das Três Ilhas não estava nos guias turísticos comerciais. Seria uma cidade fantasma? Por que estaríamos indo para este lugar? Enquanto as pessoas estavam acolhidas em suas casas, devido à forte chuva que caía, nós teimávamos em viajar para o passado. A primeira coisa em que pensamos foi conseguir um táxi. Depois da quinta tentativa, desistimos de convencer algum taxista a fazer a travessia do tempo. Ninguém queria “atolar” o carro naquela lama toda. Foi o que aconteceu conosco. Depois de muita conversa com o cunhado de Reinaldo, que, por sorte, morava em Juiz de Fora, nós o convencemos a nos levar ao nosso destino, porém, com a imposição de que seria apenas uma viagem de ida. A volta seria por nossa conta — e risco. O que podíamos fazer? Era isso ou voltar de mãos vazias. E o que diríamos à nossa editora? Naquele momento não importava mais nada. Já começava a pensar loucuras, estas coisas insanas que nos ocorrem quando estamos sob muita pressão. Se fosse preciso, iria andando. Não saberia dizer qual seria a reação do meu amigo, acostumado a andar nos eficientes metrôs de Londres, a ter, agora, que caminhar 55 quilômetros numa estrada suja. Seria difícil convencê-lo disso. Dos problemas, este era o menor. Era preferível tentar convencer um amigo “urbano” do que enfrentar uma “editora furiosa”.

E a previsão dos taxistas se concretizou. Por três vezes, ficamos presos em buracos enormes. A vista era magnífica. Montanhas e mais montanhas do mais puro verde. Uma fina neblina cortando a estrada. Poderia ficar parado lá, contemplando toda aquela beleza natural. Mas nosso destino era outro.

Na metade do caminho, cerca de 30 quilômetros, a luz do painel do carro, que indica a falta de combustível, acendeu; e com ela, o nosso medo. A esta altura, voltar não seria uma atitude sensata. Decidimos ir em frente. “Lá, ou em alguma casa aqui por perto, conseguiremos um pouco de gasolina”. Nem uma coisa nem outra. O que tinha ouvido falar da cidade era suficiente para deixar o carro e voltar dali mesmo. Mas não poderia deixar escapar essa informação ao nosso prestativo motorista. Só nos restava incentivá-lo com palavras otimistas. Passamos por algumas casas, e nunca que chegávamos. Parar e perguntar? Mas para quem? Por muito tempo não avistamos nenhuma pessoa na estrada, até que um menino, aparentando uns cinco anos, indicou que estávamos no caminho certo. “É logo ali”, disse ele. Não era. Nossa única referência era a enorme igreja. E depois de muito tempo, avistamos uma inusitada construção que se destacava no meio de muito verde. A sensação era a de estar chegando a alguma cidadezinha de Toscana. A vila fica no alto de um morro. De longe, não se vê a rua principal. Apenas a igreja e algumas casinhas ao redor, que não fazem parte do conjunto arquitetônico do século XIX. O mais curioso dessa paisagem é o fato de que estávamos a apenas 55 quilômetros da cidade grande, arranha-céus, carros, concretos. Em São José das Três Ilhas reina um silêncio quase absoluto. Uma igreja como aquela, construída no meio do mato? Algo assim só é visto em cidades muito importantes e ricas deste nosso Brasil. Não no meio do nada. É isto que torna São José das Três Ilhas única e especial. O contraste entre um imenso verde e uma construção que foi pensada para ser um grande monumento.

De longe, também é possível ver o telhado da igreja, reconstruído no ano 2000 com os parcos recursos obtidos pelos próprios moradores. A quantia de 100 mil reais fora arrecadada com festas. Uma atitude louvável, porque este intruso teto hoje serve para proteger o interior da igreja, mas não serve para manter as características originais da construção. Não é preciso muito conhecimento para saber que ele não deveria estar lá. O governo havia disponibilizado uma verba para toda a restauração da igreja, mas apenas 45 mil foram liberados. A população não podia esperar, nem a igreja. O telhado, do jeito que está agora, tira um pouco do brilho das pedras, mas não tira a beleza de seu interior.

Aproximando um pouco mais, é possível perceber a informação que para mim é a mais curiosa e que representa muito bem o momento histórico do rompimento da escravidão no Brasil. A igreja é herança dos barões do café. Os operários da época eram os escravos. Com a abolição da escravatura no Brasil, em 13 de maio de 1888, a igreja não pôde ser terminada. Não havia como exigir que os ex-escravos fizessem o trabalho. Algum tempo depois, a igreja foi inaugurada. Mas para marcar este histórico momento, o restante que faltava para seu término, cerca de 30 centímetros, foi feito com tijolos e não com pedras, como no projeto original.

Por um lado, a mudança tem valor histórico e emocional, por outro lado, descaracteriza a arquitetura original. Ver aquela parte diferente era, para mim, como estar vendo o ponto em que entrávamos realmente na era da civilização. Aquela divisória, para mim, representa a liberdade. Pedras representando a escravidão. Tijolos representando a liberdade. A abolição mudou tudo. Não apenas na liberdade física pessoal, mas material. Estávamos enfim deixando a idade da pedra para entrar na idade do tijolo.

Moldar a pedra não era tarefa fácil. Mas ela sempre serviu como suporte para nossas casas e monumentos. Antigamente, em estado bruto. As construções de pedras ainda sobrevivem para nos deixar um recado do passado que não podemos esquecer. As cercas, os alicerces e a igreja de pedra de São José das Três Ilhas estão lá para nos dar um recado. Ou num passado mais distante ainda: Stonehenge, na Inglaterra, e tantos outros monumentos. O homem, com dificuldade, transportava e moldava estas pedras para transformá-las em símbolos. Mas a que custo? Moldar o barro e transformá-lo em tijolos é mais fácil. Pagar pelo trabalho braçal também é mais simples do que escravizar um homem. Pedras e tijolos. Dois momentos históricos.

Antes de adentrar à igreja e todos os outros lugares de São José das Três Ilhas, era preciso arrumar um canto para ficar e um guia para nos levar a lugares que não conhecíamos. Para nossa satisfação, na primeira casa em que paramos encontramos o nosso guia e a nossa condução, um táxi local — o único, aliás — que nos cobrou a insignificante quantia de 5 reais para nos levar a todos os lugares, não apenas da vila, mas também nas fazendas ao redor; lugares que serviram de cenários para os filmes nacionais, nosso objeto de estudo nesta viagem. Se estivéssemos em qualquer outra cidade, pagaríamos pela mesma viagem cerca de 200 reais. Nosso guia, Ronaldo Benevelo, um senhor de cabelos brancos, e muito simpático, nos levava aos lugares solicitados e nos esperava o tempo que fosse necessário.

Logo que chegamos, não demorou muito para que o almoço começasse a ser servido. Ao pisar na pensão, devo confessar, não tive a menor vontade de comer naquele simples ambiente.

O lugar cheirava a casa velha. Móveis velhos e surrados pelo excesso de uso. Por todos os cantos, pessoas velhas sentadas com seus cigarros de palha e olhares distantes. A cozinheira aparentava uns 90 anos ou mais. Não havia alternativa. Reinaldo, meu amigo, nem se importava com as minhas reclamações e ainda tirava uma onda: “você não pode estar falando sério”. Estava. Pode parecer frescura e nojo, mas, num lugar como este é fácil ingerir comida contaminada por bactérias. Em qualquer lugar podemos comer alimentos contaminados. Numa praia, numa barraquinha de beira de estrada, até mesmo no restaurante chique do cruzeiro internacional. Melhor não arriscar. Fui, a contra gosto, mas fui. Não tinha escolha. Não havia outro restaurante. Na mochila, duas barrinhas de cereais. Muito a contra gosto, caminhei até o banheiro para lavar as mãos. O lugar parecia asseado, mas não me abria o apetite. Pelo contrário. Quanto mais me aproximava da mesa, menor era minha fome. Foi então que tive uma surpresa. Uma destas surpresas que os olhos deixam enganar, por julgar alguma coisa antes que ela aconteça. Tudo por puro preconceito. Sentamos numa mesa que tinha lugar para 20 pessoas. Apenas um de seus lados foi arrumado e coberto com toalha vermelha quadriculada. Em seguida começaram a nos servir. Tudo na mais perfeita conformidade, que muitos restaurantes em resorts não são capazes de cumprir. O serviço era primoroso, mesmo parecendo que era a primeira vez que eles faziam aquilo, por falta de hóspedes, é claro! Afinal, só nos dois estávamos à mesa. Eu sabia que não era bem assim, mas era como se fosse. Tudo ao meu redor indicava isso. Primeiramente fomos servidos com uma salada de alface e rúcula, acompanhada dos mais belos tomates, ervilhas e queijo. Confesso que é difícil encontrar tomates orgânicos como aqueles. Até aquele momento, tinha pensado em comer apenas a salada. Afinal, que mal poderia haver naquelas folhas? Mas ao ver Reinaldo saborear toda aquela comida, voltei atrás. O arroz branco estava espantosamente bom. O prato principal, como não poderia deixar de ser, era bacalhoada. Não ligo para essa questão de tradição. Peru no natal, arroz com lentilhas no réveillon, bacalhau na sexta-feira santa. São costumes católicos que praticamos mais por imposição das famílias, mas que acabamos incorporando como costume culinário e não religioso. Quando nos falta, o dia, o banquete, tudo perde o sentido. E naquele dia, degustamos um saboroso banquete, num lugar onde, a princípio, eu me recusava a comer. Simplesmente perfeito. Minha sogra que me perdoe, mas aquela foi uma das melhores bacalhoadas que já comi. A batata estava no ponto. A quantidade e qualidade do azeite, as cebolas, as torradas. Difícil acreditar no que estava presenciando. Perfeito. E tudo isso por apenas 7 reais por pessoa. Inacreditável. Não era o legítimo bacalhau português, o Cod Gadus Morhua. Tratava-se de um mero “pescado salgado seco”. Mas estava ótimo. Cod Gadus Morhua é o único que pode ser considerado bacalhau, de acordo com a legislação portuguesa. Ele é pescado no Atlântico Norte. Quando salgado e seco, tem coloração palha e uniforme. Já cozido, desfaz-se em lascas claras e moles. Seu sabor é inconfundível. É como o Champanhe. Só pode ser considerado Champanhe aquele produzido na região de Champagne, na França. Bacalhau não é o processo de salgar o peixe. É uma espécie.

Depois do almoço, mais trabalho. Era hora de conhecer a famosa igreja. No jardim, muito bem cuidado, uma mulher. Turista. Logo se aproximou, e trocamos informações. De máquina em punho, registrava tudo que sua objetiva podia alcançar. Uma imensidão de pedra, construída pelo homem com a finalidade de causar admiração. Aqueles senhorios do café sabiam exatamente o que queriam: serem lembrados. E conseguiram. De suas casas, tinham um sonho. Criar uma cidade. Mais do que isso, e diferente do que ocorreu na maioria das vilas que se desenvolveram ao redor de suas igrejas e viraram grandes cidades, São José das três ilhas parou no tempo. Para nosso deleite.

A igreja matriz de São José das Três Ilhas é um patrimônio histórico de causar inveja a muitas cidades. Esta pequena vila parece fazer o caminho inverso. Não cresceu. Pelo contrário. A cada ano diminui o número de seus habitantes. No seu auge, época áurea, contam alguns de seus moradores com ar de tristeza, havia neste lugar cerca de duas mil pessoas. Hoje não passam de 200. Atualmente o lugar conta com os serviços oferecidos por farmácia, mercearia e comércio apenas nas cidades vizinhas. Dentista? Médico? Na placa de papelão amarelada pelo tempo e colada na porta de uma pequena casa pintada de azul, que aparentava ter sido reformada recentemente, observei a informação de que dentista, só uma vez por mês. Perguntei para nosso guia o que eles fazem durante os outros 29 dias, sem o atendimento, caso ocorra uma emergência. Ele fingiu não ouvir minha pergunta. Melhor não insistir. Algumas poucas crianças que vi correndo pelas ruas são filhos de veraneios que por lá passam as férias ou os fins de semana, vindos do Rio de Janeiro. Os moradores, segundo Ronaldo, ficam na parte de baixo. É a parte pobre do lugar. 

Ao ultrapassar a porta da igreja, a surpresa. Maior do que esperava. As colunas de sustentação fazem parte do espetáculo.

Belos arcos que suportam toneladas de pedras, madeira e telhas. Lá dentro, um homem que mais tarde fiquei sabendo ser o pároco, que no dia cuidava dos preparativos iniciais para a missa noturna. Dia especial. Páscoa. Para a comunidade, é dia de sair em procissão, à noite, percorrendo as ruas e as estradas. Não sei por que, mas uma insana imagem logo preencheu minha mente, justificável por estar num lugar tão bucólico como aquele. Pensei nas pessoas caminhando pelas ruas escuras de São José das Três Ilhas com suas tochas e vela acesas, subindo e descendo becos de paredes feitas de pedra. Não era bem assim que acontecia, embora a iluminação pública não passe de um poste insuficiente para iluminar os rostos das pessoas. E por falar em sinalização pública, no alto deste poste, uma inútil placa indica a velocidade máxima permitida: 30 quilômetros por hora. Impossível atingir 15!

Recebemos o convite para participar da procissão. Meu companheiro de viagem, sempre disposto a tudo, a vivenciar novas experiências e desafios, prontamente aceitou o apelo. Participar desta festividade implicaria em dormir na pensão onde estávamos hospedados. Passar a noite ali não estava nos planos. Não estava preparado para tal situação. O lugar nos pareceu um pouco assustador e simples demais. Mas não era este o motivo. Estávamos realmente despreparados para ficar.

Dentro da igreja, admirados, andamos por todos os cantos, fotografando, perguntando, tossindo e espirrando. A poeira era visível. No altar, madeira corroída por cupins, e no canto esquerdo da parede em tons de azul e amarelo, um recorde de jornal, emoldurado em vidro, com a notícia da restauração da igreja, feita pelos próprios moradores. Um troféu pregado na parede. Sem nenhum valor para quem por lá passa, mas de grande importância para seus moradores. Sinal de que alguém, em algum outro lugar deste país, se importa com eles. No segundo andar, observo o piso de madeira, recém trocado, extremamente empoeirado, aparentando não ter sido visitado desde a sua restauração. De um lado, um imenso corredor nos leva à Sacristia, trancada por um cadeado muito antigo, totalmente enferrujado. Lá dentro, quadros, imagens quebradas, algumas pinturas dignas de admiração, poderiam estar em qualquer museu importante. Outras, nem tão belas assim. Sai de lá triste, ao ver toda aquela negligência. Subi até o terceiro andar, onde está o sino. Do alto, vi, pela janela empoeirada, um lugar que não é possível chamar de vila, nem de distrito, nem de cidade. É apenas São José das Três Ilhas. Um espaço esquecido por algumas pessoas e supervalorizado por outras. Infelizmente penso no que o homem é capaz de fazer sem dinheiro: nada. Absolutamente nada. Para construir tudo aquilo foi preciso o sangue dos escravos, que constantemente eram chicoteados, suor, e muito, muito dinheiro. Para conservá-lo, será preciso dinheiro novamente. Mas seus moradores e simpatizantes sozinhos não são capazes de muitos feitos. Vão fazendo o que podem. E perdendo o que não deviam. A história do Brasil se desfaz em meio à burocracia, poeira e cupim.

No caminho até o sino, foi preciso subir numa estreita escada de madeira, muito bem conservada. Provavelmente construída com madeiras nobres. E ninguém para me dar esta informação. Ronaldo não conseguia subir para tirar minhas dúvidas. Teria ele tido a coragem de estar lá alguma vez na vida? Fiquei muito próximo das paredes de pedras. O local abafa qualquer ruído que eventualmente venha de fora. Não ouço nada, a não ser o ranger da madeira, produzido por minhas pisadas inseguras. Não sabia onde estava Reinaldo, nem a turista ou o guia. Estava só naquele pequeno lugar, no topo de uma igreja construída há mais de 100 anos. Uma imensa vontade de ficar ali, sozinho, por algum tempo, tomava conta de mim. Melhor sentar, para observar com calma. Construir tudo aquilo, pedra por pedra não devia ter sido fácil. A técnica, observava, consiste em encaixá-las umas às outras. Medem uns 40 centímetros cada. Os espaços vazios são preenchidos com minúsculas pedrinhas. Quase tudo ao meu redor se decompõe. Mas o encaixe das pedras e a madeira da escada permanecem novos. Um trabalho feito para durar centenas de anos. O esquecimento parece fazer mais estragos que o tempo.

A visita à igreja foi apenas uma pausa antes de iniciarmos nosso trabalho. De lá, partimos com nosso guia, Ronaldo, para os casarões que haviam servido de locações para alguns filmes brasileiros. Enquanto fazíamos a lição de casa, presenciávamos o estilo de vida daquele povo. Na casa de Cristina dos Santos, cozinheira exclusiva de Selton Mello — ator que viveu o protagonista no filme Lavoura arcaica —, conhecemos uma pessoa simples, mas com muito conhecimento da vida. Lá fomos nós, falar com Cristina e saber dela suas experiências com o mundo da sétima arte. Durante a entrevista, que aconteceu na sala de sua casa, um enorme lagarto apareceu para nos fazer uma visita. “Deixa ele comigo”. Ignoramos o bicho, que mais parecia um jacaré, mas ele insistia em participar da entrevista. Aos poucos o animal foi se afastando. “Bicho que come ovo de galinha, temos que tomar cuidado”.

De lá, partimos para a casa onde foi rodado Lavoura arcaica. A princípio, Ronaldo não quis nos levar. Não se tratava de distância, nem de suas outras tarefas. Mas da fama do dono da fazenda. Até oferecemos mais dinheiro, mas ele não queria nos levar. Até que, pelo cansaço, os forasteiros da cidade grande venceram o homem. Chegamos à fazenda, e a primeira coisa que falei ao “senhorio” não foi um bom dia, ou me apresentar, como faria qualquer pessoa nestas circunstâncias. Sem deixar escapar a oportunidade, soltei: “É o senhor que tem fama de bravo aqui na região?” Pronto. Bastou esta simples frase para desmontar a guarda de todos e fazer com que a conversa e as brincadeiras se desenrolassem naturalmente na sequência. Ronaldo não estava de brincadeira conosco quando mencionava a braveza do dono da fazenda, sua fisionomia era de preocupação. Como tinha combinado em nos levar onde quiséssemos, hesitou em dizer não, mas era visível seu medo. Essa fama de mau não passava de mais um mito criado depois de algumas longas filmagens em sua propriedade. Melhor do que nosso guia taxista era o dono da fazenda, que carregava consigo alguns ressentimentos por causa do furacão cinematográfico que havia passado em sua propriedade. Apesar disso, ele foi de extrema importância para contar o que queríamos ouvir. Sua fazenda hoje está eternizada no filme Lavoura arcaica. Assim como sua fama de homem mau. A cada canto da fazenda nos mostrava aspectos de sua original construção e das transformações causadas pela produção do filme. A casa é enorme e possui uma imponente fachada, com uma escada que se estende até a varanda em estilo colonial. A fazenda não vive do turismo, mas poderia. Ele nos contou tudo o que foi feito. Sua sinceridade era excessiva. Se não nos relatasse que o muro de pedra havia sido feito pela produção do filme, nem notaríamos. Alguns matos cobrem o muro, mas está lá sua beleza em estilo europeu. Quem saberia dizer que constituía parte de um cenário? Para os desavisados, seria mais uma construção feita pelas mãos hábeis dos escravos.

O dia já estava quase acabando quando retornamos para a pequena vila. Pouco antes de voltar para Juiz de Fora, ficamos esperando o horário do ônibus que tomaríamos em Belmiro Braga, que só passava uma vez por dia, às 5 horas da tarde. Sentados em frente ao casarão, percebemos algumas pessoas se aproximando. Eram todos aqueles com quem tivemos contato durante a viagem. Queriam se despedir. A viagem havia sido emocionante o suficiente, mas ver todas aquelas pessoas juntas a nos esperar foi algo que me emocionou. Esta hospitalidade tão verdadeira é difícil de ver nos dias de hoje. Talvez seja porque a cidade não tem o costume de receber tantos visitantes. Talvez tenha sido o motivo de nossa visita o que causou neles essa estranha admiração. Os filmes produzidos na década de 90 nessas pequenas “ilhas” deixaram saudades a este povo que, por um momento, experimentou o gostinho da badalação, do estrelismo, da arte. Talvez tenhamos reavivado essa lembrança de uma época em que São José das Três Ilhas parecia se reerguer novamente. Ao longe, uma mulher se aproximava com algum animal estirado numa forma de bolo. Era o lagarto que ela acabara de abater. Pobre animal. Seria servido no jantar para duas pessoas. Literalmente, um belo lagarto assado. Nós fomos convidados a apreciar a iguaria. Ficamos satisfeitos com o convite, que foi feito com sinceridade e insistência, mas não pudemos aceitá-lo. Tratamos de acertar nossa estadia. Nos despedimos, entre fotos e abraços, carregando informações em nossos cadernos e câmeras fotográficas e lembranças em nossas mentes. E o que será que deixamos a eles? Foi a partir desta viagem que comecei a pensar nessas questões. Nessas mudanças e lembranças que nós, turistas, também deixamos nos lugares visitados. Naquele momento, percebi que seríamos, para todas aquelas pessoas, motivo de conversa por muitos e muitos dias.

É claro que, depois de toda aquela viagem, não poderíamos pagar apenas os cinco reais cobrados pelo nosso guia e taxista. Deixamos com ele uma boa gorjeta e partimos de volta, satisfeitos por tudo o que havíamos presenciado e vivido. São José das Três Ilhas está na memória como a viagem mais inusitada e surpreendente feita ao interior do Brasil. Afinal, quando vamos ao Rio de Janeiro, ou Florianópolis, sabemos o que vamos encontrar. Mas quando viajamos, melhor, nos transportamos ao passado presente de São José das Três Ilhas, é preciso se preparar para entrar num mundo de sensações e emoções.

Encontrar apenas pedras e uma grande igreja construída no século XIX por alguns escravos. Era esse o meu medo. Mas não foi só isso o que encontramos. Descobrimos pessoas que não se enquadram na terminologia de moradores rurais, nem urbanos. Quem são esses remanescentes habitantes de São José das Três Ilhas? Eles estão entre a cidade e a roça. Perdidos, estão tentando criar identidades. Mas nesse caminho, alguma coisa se perde. São pessoas que parecem viver do passado. A lembrança de um tempo obscuro, numa época de muita riqueza material, mas pobre em espiritualidade. Lembranças de um tempo de arte, vivido pela produção de filmes caros. E agora? Qual será o futuro da arquitetura e dos habitantes de São José das Três Ilhas? Qual o propósito deste povoado? Está reservado aos turistas, que aos poucos vão descobrindo suas peculiaridades e suas belezas naturais? Ou deveria ficar reservado ao passado? Ao esquecimento? São José das Três Ilhas repousa por um tempo sob pedras e esperanças, mas estará, para sempre, guardada em minhas lembranças.

Flavio F. A. Andrade é jornalista – efeandrade@yahoo.com.br

Comments (1)

Links relacionados:

feed RSS Assine nosso feed RSS Twitter Siga-nos no Twitter! Compartilhe Compartilhe

Viajando pela Holanda, Itália, França e Espanha

Viajando pela Holanda, Itália, França e Espanha Júlia nos passa suas impressões e sensações do velho continente na época de sua viagem no início do ano passado. Hum que saudades do velho continente!

Obrigado Júlia por nos presentear com este relato e contribuir no espaço Colabore! Aproveitem a viagem.

Por Júlia Schnorr
_______________________________________________________________
*HOLANDA*

Ontem cheguei a essa incrível cidade chamada Amsterdam. Do avião ela parecia uma maquete perfeitamente projetada. As ruas, piscinas, condomínios, campos de futebol, praias. Tudo artificialmente preparado para te esperar. Quando desci do avião eu percebi que deveria saber mais falar o inglês e que isso me faria falta. Mas com a mímica se resolve. Pensei que fosse encontrar um maconheiro por cada esquina, mas não, encontrei vários. O pessoal não curte que tu fomes na rua, mas se fumas, tudo bem. O melhor são os coffeeshops, que além do space cake – bolo com maconha – tem variedades de gostos e procedências. Tem bicicleta por todo lugar e eu já fui confundida três vezes com alguma holandesa. Amanhã vou alugar bicicleta, quarta vou ao Distrito da Luz Vermelha, onde a prostituição é

Amsterdam, Holanda

legalizada e fiscalizada. Ontem fui ao Vondelpark – do lado do meu hostel – e no Film Museam. Também tomei café com um holandês com ascendência grega. O nome em português era Miguel, mas ainda não sei o grego. Hoje fui em um coffeeshop para conhecer o ambiente e vi gente fumando maconha ao lado de um casal tomando café da manhã. A novidade para os holandeses não é fumar maconha e sim os estrangeiros se espantarem com isso. Faz parte do cotidiano de quem fuma ou não fuma. Já enviei três postais e espero que cheguem. Depois escrevo  mais..desaventuras de Catherine no mundo amarelo e laranja da Holanda. Entrando no Bairro Vermelho um mochileiro que me acompanhou hoje me disse: Mira la calle, tu eres la unica mujer. Bueno, era verdade. Eu era a única mulher. A única mulher que não estava em exibição numa vitrine vermelha.  Andei por lá, o mochileiro adorou, como todos os homens. Elas ficam lá, rebolando e se demonstrando muito felizes. Mas na verdade apenas algumas têm sex appeal suficiente para conseguir um cliente. A maioria tem a aparência triste ou de não satisfação com o seu trabalho, então ficam falando ao telefone, outras comem e outras, já de avançada idade, olham pro nada. Fora isso tem loja de serviços “alucinógenos” por todo lugar, assim como muitos chineses, porque é perto do chinatown. Fizemos tudo isso a pé e estou queimada do frio. E arde muito. Aqui na Holanda tudo vira produto: do sexo ao prazer de um haxixe.
Ontem, aqui no hostel, teve concurso de música e eu concorri, mas só depois de duas dutch bier. Eu e um mexicano cantamos Garota de Ipanema e um argentino tocou no violão. Ganhei duas tequilas por isso. Por aqui é fácil se perder. Muito fácil. Amanhã quero andar de bicicleta, mas os planos mudam rapidamente. Na verdade essa cidade enlouquecida me ensinou que os planos são substituídos pela espontaneidade. Depois, quando tiver tempo, conta melhor a história do holandês grego com quem tomei café e que mostrou fotos dasfilhas.
Hoje o dia foi solitário. Os guris latinos ou foram para alguma cidade próxima à capital ou foram ao Van Gogh Museum – que eu já vi e foi muito bom. Então passeei sozinha, eu e meu mapa todo riscadinho. De manhã choveu e ficou nublado. Todos os dias assim, nublado e frio. Então que pelas 12hrs, quando eu estava caminhando em um canal para o Museu da Anne Frank abre um sol tímido e ele fica ali, se mostrando, por uns 10 minutos. Foi o máximo de sol que vi na Holanda. Fiz o Walking Tour sozinha, mas não completamente.

Amsterdam, Holanda 1

Inúmeros espanhóis fizeram comigo, pois a caminhada era em español. A única da cidade. Então fomos caminhando por entre as profissionais do sexo, por entre as igrejas católicas e dos puritanos, pelo palácio real, pelas ocupações punks, pelos coffeeshops mais conhecidos, por inúmeras pessoas fumando maconha na rua e tudo. O guia nos informou que a cidade, a partir da semana que vem, irá proibir o consumo de cogumelos e magic mushrooms. Por quê? A cereja na ponta do sorvete – nas expressões do guia ultragayfashion – foi quando uma chica francesa veio comemorar seu aniversário de 17 anos aqui. Seu presente de aniversário? Uma caixa do mais potente cogumelo. A guria delirou e ouviu tantas vozes que se apavorou e se atirou – como um porco voador, dizem as testemunhas – do sétimo andar do hotel onde estava hospedada. Virou panqueca, a pobre. Desde então há uma pressão dos democratas católicos – sempre eles – para proibir os alucinógenos. Isso que dá guria nova se meter com coisa séria que precisa, mesmo sendo pra viajar e delirar, um pouco de responsabilidade. Então depois eu fui ao museu da Anne Frank e fiquei lá sentada um bom tempo. É um bom lugar, mas não vale os 7,50 euros. O do Van Gogh vale, mesmo sem o quadro da orelha cortada ou da noite estrelada. Bueno, amanhã acordo às 6 da manhã e vou ao aeroporto. Tchau, Amsterdam.  Paris, aí vou eu! 

ITÁLIA – IMPRESSÕES*

Há poucos dias eu voltei da Itália com a trupe brasileira. Ficamos dois dias lá, nos encontrando com carboidratos e açúcares maravilhosos.
A pizza italiana, ao contrário da brasileira, tem pouca diversidade de sabores e, mesmo sendo ela boa, não ganha da pizza do Cavanha’s de Porto Alegre. O mais interessante é que a pizza também faz parte da lista de produtos dos fast-foods de Milão.

Milão, Itália-1

 Já o sorvete é o melhor que eu já provei. E provei duas vezes, porque a maioria dos preços na Itália são consideravelmente menores que os da França. Lá o desemprego é bem maior,principalmente na região sul da botinha simpática. Os italianos falam alto e gesticulam bastante. Isso é verdade. A maioria fica muito feliz ao saber que minha bisavó é imigrante italiana o que me torna, para eles e talvez para mim, uma participante da ‘grande família’. Eu percebi que cheguei na Itália quando vi que as pessoas se olhavam no olho, cuidavam que roupa tu vestias e os homens viravam o rosto pra olhar a silhueta das mulheres. Mulher andando sozinha pelas ruas de Milão é pedir pra que surja um italiano com suas intenções simpáticas. Até eu conheci um Paolo da vida. Por duas quadras, enquanto eu buscava desesperadamente o olhar do meu irmão que havia perdido.
Percebi que cheguei na Itália quando acordei depois de um sono confuso com a boca aberta. E olha que o que me acordou não foi meu irmão e minha cunhada rindo da boca aberta e da respiração forte. Fui acordada por um barulho que nunca tinha ouvido. Um porsche a uns 200 por hora voou do nosso lado. Me senti dentro de uma tartaruga que andava a 120 por hora. Mas enfim, era a Itália e não queríamos nenhuma multa. Andamos dentro das montanhas por túneis de até 13 km. A primeira vez é emocionante, já a segunda é normal.
O norte da Itália, resumidamente – e faltando muita coisa, significa preço bom, comida boa, monumentos lembrando a Unificação, igrejas, relíquias do império romano, trânsito confuso, ruas estreitas, homens conversadores, pessoas simpáticas, mais igrejas, muitos imigrantes (asiáticos e africanos), mini-saia mesmo no inverno e lojas e carros caros. Ah, eu nunca tinha visto um descendente de indígena americano, mas em Milano e Torino eu vi bastante. Eles ficam nas praças vestidos à caráter e tocando suas flautas. Existem alguns mais inovadores que tocam uma mistura com folk americano e usam roupa de vaqueiro. É bizarro. Também me chamou a atenção a quantidade de pertences egípcios nessas duas cidades. É museu pra cá e pra lá. Ainda estou refletindo se, economicamente, vale a pena ir pra Alemanha por três dias. Ainda me falta conhecer a Espanha, especialmente a Catalunha. Depois eu volto pro país verde e amarelo. Com mais sensações, visões, rostos, cores, códigos humanos, sabendo construir frases em francês e sabendo falar umas 3 frases em italiano, com um pouco mais de heróis e lutas, com o meu ouvido mais atento aos sotaques. Ah…paro por aqui!

*GRENOBLE  – FRANÇA*

Grenoble, França

O que ando fazendo? Estudando francês e me conectando a essa cultura. Me perdi, inúmeras vezes, pelas ruas de séculos de idade de Grenoble. Fui em pub em que não bebi nada e mesmo assim me diverti. Ri muito com brasileiros e venezuelanos. Eles bêbados, eu não. O Arjuna, meu afilhado – e ele tem dezenas – nasceu e eu estou louca para conhecê-lo. Notei que não existe cachorro sem coleira e todos os donos, onde se encaixam os moradores de rua, têm o cachorro somente com coleira. Nem que seja uma cordinha vagabunda. Aqui tem pedinte de rua. Aqui tem punk na rua. Punk que pede dinheiro na rua. Todos com seus respectivos cachorros. Aqui tem bêbado em TRAM que pergunta as horas, sucessivamente. Aqui, no interior da França, é um lugar normal. Com algumas diferenças, mas um lugar normal. Nem todo mundo é rico, nem todo mundo é cheiroso ou super culto. É normal. Sem, quem sabe, a exorbitante diferença de posse de grana como no Brasil. Hoje experimentei comida árabe e adorei os doces de côco. Pela manhã acompanhei a minha trupe brasileira para uma caminhada entre as montanhas, rumo a um monastério onde os monges produzem várias qualidades de licores para o mundo inteiro. Eles fazem voto de silêncio e se vestem como os bichos do filme ”A Vila”’. Falando nisso, o cinema é caro e não tem desconto para estudantes. Conheci na faculdade mais pessoas de outros lugares, como Itália e Irã, do que os próprios franceses. Não são completamente inacessíveis, mas quem vai querer ficar conversando e experimento o francês de uma guria que não é francôfona?

Bastille em Grenoble, França 1

Então eu abuso dos meus colegas de classe. No quesito bebida, aqui é tudo fraquinho: a tequila é misturada com suco de laranja e a cerveja é uma água, mas não mais que a Itaipava. Mas, como tudo é caro, eu fico normalmente na vontade. Ontem foi dia dos namorados aqui e eu passei apagadinha com alguns latinos num pub do centro da ville.

Daqui uns dias vai ter o célebre jogo da França e Inglaterra, eternos rivais, e existe propaganda por todos os lugares. Amanhã iremos para o norte da Itália, mais precisamente em Turino e Milan. Só vou pensar na Magdalena, porque ela vive aquele lugar. Vou olhar duas vezes pra gravar. Duas ou três. Acho que três, pra ter certeza.

* GRENOBLE FRANÇA – PARTE 2*

Carcassone, França

Hoje eu fui ver a neve. Na verdade o gelo que restou da neve. Viajei num ônibus lotado rumo à Chamrousse, com 1700 metros de altura. Lá eu não fiz ski, mas sim skibunda, porque o primeiro tinha que pagar o teleférico e o equipamento, o que daria uns 30 euros. Então escolhemos o segundo que não paga nada além dos 5 euros de ônibus para a ida e a volta. Eu vi francês levando cachorro para a montanha e o segundo fazendo xixi e cocô lá no gelo mesmo, onde possivelmente uma criança curiosa vai comer o gelo com xixi. Vi gente cuspindo na neve e gente, homem mesmo, fazendo xixi ali mesmo. Mas isso se transcende, juro que se transcende. Fora o fedor alheio, isso não se transcende, mas se acostuma. Tudo isso vira apenas um detalhe cômico quando se senta naquelas pás de plástico duro – as luges – e se escorrega, ao lado de milhares crianças e seus pais, pelo gelo abaixo. Eba. É tri feliz e eu morro rindo mesmo que o tombo – metros abaixo – seja feio. O sol na neve queima. Tirei fotos com bonecos de gelo e senti muito frio. Senti calor também, porque tínhamos que subir todos os metros que descemos. Isso repetidamente. Inúmeras vezes. Agora parece que fiz inúmeras abdominais e subi muitos metros, mas estou com aquela sensação boa que dá quando passamos uma tarde rindo com outras pessoas e essas pessoas rindo de ti e contigo. Isso é bom, é ótimo. É isso que conta. Lá na neve eu escrevi uma coisa: um pedido. Mas isso é secreto, de tão simples que é. Simples e forte. 

*ESPANHA – PAIS BASCO*

Eu não sei muito bem por onde começo. Eu fiz tantas coisas nos últimos quatro dias que eu me perco em explicações lineares. Pode parecer mentira.

San Sebastian, Espanha

É, pode parecer mentira de pescador, mas fizemos tudo isso nesses dias. Fomos à Carcassone, onde tem o castelo super preservado e onde foi rodado o filme Robin Hood. Eu ria e me divertia, mesmo vendo a cidade medieval sendo transformada num comércio muito bagaceiro de artigos medievais. Armas brancas de plástico, coroas e armaduras a preço e qualidade de balela. Também lá a comida era cara e um sorvete de duas bolas custava 4 euros. Mas a vista, ahhh, a vista!
Eu me deliciava olhando os resquícios da arquitetura gallo-romana, olhando as crianças correndo e os jovens casais namorando no alto da muralha de proteção do castelo. É, foi especial. De Carcassone dirigimos para Lourdes. Lourdes não significaria nada para mim, uma guria que não é católica, mas eu era os olhos da minha avó Lina naquele lugar. Eu sentei num banquinho e fiquei vendo as pessoas passarem com vários recipientes onde iriam colocar a água – supostamente vinda da gruta da Bernadete – e levar para casa. Eram muitas pessoas, mesmo no inverno.

Biarritz, França

Da visita rápida para a cidade de turismo religioso, fomos para Biarritz. Eta praia linda, com as pedrinhas ao invés da areia. Eu peguei cinco da mãe natureza. Até peguei mais, mas o meu irmão selecionou as mais bonitas. Tirei as botas de inverno e fui pra água. Dor. A água era gelada. Bem gelada. Caminhei um pouquinho, senti muito frio e saí. Beleza, vou caminhar na praia, foi o que eu pensei. Não consegui porque as pedras fincavam nos meus pés. Coloquei, então, as havaianas verdes com a bandeira do Brasil. E fui eu caminhar na praia francesa com os chinelos número 43 do meu irmão. Depois de Biarritz, seguimos para a fronteira com a Espanha. E eu já me preparava para falar espanhol e ouvir flamenco e touradas. Balela. Fui ao País Basco e duas coisas eu conclui: se tu quiseres visitar a Espanha, não vá para o País Basco. A outra é que o lugar é do c…! As praias são terrivelmente lindas. Lindas de doer. Mesmo no inverno.

Bilbao, Espanha

Na verdade, eu acho as praias mais lindas no inverno, sem as centenas de biquinis e calções na areia. A cidade de Bilbao eu confundi com o Bilbo Bolseiro e até fiquei a viagem inteira bolando histórias sobre o desenvolvimento da Terra Média com a Terra dos Hobbits. Daí eu me esqueci da metade da história, mas mesmo assim recordo que tirei uma foto com o Bilbobus. E nossa, a viagem foi muito boa. Muito boa! Não aprendi palavra nenhuma na língua do País Basco, mas acredito na justa independência que merecem de Madri. 

 

 *DESPEDIDA DA EUROPA*

Meu nome, minha idade e minha profissão em francês. Além disso, eu sabia dizer também o mínimo da ”politesse”, como obrigada, bom dia e boa noite. Eu saí do Brasil com os olhos chorando por vários motivos. O subjetivo era porque a despedida no aeroporto não foi como nos filmes. E eu teimo em comparar os atos aos filmes e suas trilhas sonoras. Levantei vôo e assim chorei, fazendo snif snif com o nariz, porque eu vi as nuvens de cima. Coisa que nunca tinha visto. E como foi especial. Bonito. Quando eu vi tudo de cima, lembrei do Kundera.

San Juan de Gaztelugtxe, Espanha-1

Eu estava mais perto das estrelas. ”Avoando”. O meu ouvido ficou surdo, paralisado, fazendo bolinhas de chiclé. Cheguei e fui pra Holanda, onde os pré-conceitos eram quebrados a cada esquina: era gente fumando maconha e falando com o vizinho, era gente comprando o sexo ali na rua. Holanda foi pra mim o país da tolerância e o país onde tudo vira produto. Essa é a lei. Lá eu conheci o mexicano que leu minha mão, prevendo um futuro que escolho não acreditar. Talvez eu acredite no fundinho, porque ele me diz que é descendente dos maias. Com eles não se brinca. Lá eu conheci o argentino músico mui bagual que era enfim, muito sincero.

Depois o reencontrei entre risadas no Louvre. Foi especial. Com esses dois eu fiquei até madrugada conversando nas escadarias. Falamos de tudo: de política, de amor e sobre chás. Cantamos música brasileira bem alto e bem desafinado. Lá eu conheci a guria que perdeu todos os documentos, máquina fotográfica e dinheiro no TRAM de Amsterdam. O desespero não existia pra ela. Ela estava calma. Eu perderia os cabelos. Fui pra França e vi que Paris não é França. Paris é cosmopolita demais, com sua gente falando inglês embaralhado. Cheguei no interior da França, onde passei junto aos meus uns 20 dias. Sobre esse tempo, eu tenho muito o que falar. Eu vi padre produzindo licor, vi mulheres usando as calças de aladin, eu nunca vi tanto bebê como aqui, eu vi mais árabes que franceses, eu vi a periferia que parece um condomínio bem bom no Brasil, eu percebi que o custo de vida aqui é muito mais em conta que no Brasil – se tu ganhares em euros. Eu me dei conta também que todo mundo ama o Brasil. Para a maioria, o Brasil é um lugar à parte do resto, sendo quase um paraíso. Corrupção? Pobreza? Isso tem em outros lugares pra eles. Preferem lembrar da natureza, do futebol e da maneira como as mulheres dançam. Um africano da Etiópia me mostrou como elas dançavam e seus olhos brilhavam de desejo. É assim. De certa forma essa imagem nos ajuda – aos brasileiros – no exterior.

Barcelona, Espanha-1

E não adiantava eu falar mil vezes que eu morava no sul e que lá fazia frio. Eu ainda vivia na praia e sempre era o Rio 40 graus. To indo pra Barcelona logo logo. Lá vou fazer pose feia na frente da estátua do tio Colombo. Vou ficar na casa de um mexicano que é fisioterapeuta no seu país, mas trabalha como cozinheiro pra sobreviver na Europa. Seus anos de estudo nada valem aqui. Ele mora com duas gentis moças catalãs. Não vou pagar nada. Eles contam suas histórias, eu conta as minhas. Não existe moeda que pague isso. Eu vou sentir falta das horas em que estive com o meu irmão e das horas que eu o vi sorrir. Eu nunca senti tanta falta do pessoal que me acompanha diariamente na minha cidade. Eu percebi aqui o quanto são especiais e lindas. Só acho que me cansei de ter as roupas sujas misturadas com as roupas limpas. A comodidade é a principal arma contra a vida nômade! Tá tudo pulsando dentro de mim.

Para entrar em contato com a Júlia:

Twitter: @juliatengoganas
E-mail: juliaschnorr@gmail.com
Acesse seu blog: catherinedejupiter.blogspot.com

Comments (3)

Links relacionados:

feed RSS Assine nosso feed RSS Twitter Siga-nos no Twitter! Compartilhe Compartilhe

O Rio continua lindo, ainda mais de uma visão privilegiada!

Obrigado Leonel pelas suas fotos, para quem não sabe ele é piloto e tira fotos aéreas.
Aliás, não se esqueçam de visitar seu site e claro contratar seus serviços.

O Rio de Janeiro é maravilhoso, com suas lindas praias como a clássica “olha que coisa mais linda mais cheia de graça…Ipanema”, Copacana, Leblon, claro a Barra ou mesmo outras mais afastadas mas não menos freqüentadas como a praia da macumba ou a prainha. Além das praias, como o relevo do Rio é repleto de morros, há vários lugares de onde podemos ter uma visão privilegiada de sua beleza natural como no caso do Pão de Açúcar, o Cristo Redentor etc, sem falar no maior estádio do mundo, na Igreja da Candelária e por aí vai, mas mais impressionante ainda é a vista aérea desta beleza deslumbrante. Segue algumas fotos que o Leonel nos brindou, aproveite a viagem!

Início da viagem…rio_de_janeiro_4

Cristo de “longe”rio_de_janeiro_cristo_redentor

Tenho certeza que deste ângulo poucos viram…rio_de_janeiro_cristo_redentor3

Agora com a Lagoa Rodrigo de Freitas ao fundorio_de_janeiro_cristo_redentor_lagoa

E o Pão de Açúcar?

rio_de_janeiro_pão_de_açúcar

Outro ângulo com a Baia de Guanabara e a ponte Rio-Niterói ao fundorio_de_janeiro_pão_de_açúcar3

Pão de Açúcar, com Praia Vermelha e Copacabana ao fundorio_de_janeiro_pão_de_açúcar4

Estádio do Maracanãrio_de_janeiro_maracanã

Igreja da Candelária 

rio_de_janeiro_igreja_candelária

Marina da Glória – Pena que a viagem acabou, mas fica um gostinho de quero mais…rio_de_janeiro_aeroporto_santos_dumond

Comments (3)

Links relacionados:

feed RSS Assine nosso feed RSS Twitter Siga-nos no Twitter! Compartilhe Compartilhe

Vai para a Disney?

Creio que muita gente já foi ou pretende ir para a Disney. Afinal lá estão alguns dos melhores parques do mundo. No final de Agosto, é um bom período para ir, pois tem início a baixa temporada e os preços ficam bem mais acessíveis. Ainda mais com promoções como as que já coloquei aqui.
Seguem abaixo dicas muito úteis de quem acabou de voltar de lá (ficou entre 7 e 16 de ago/09) e tem experiência para contar. Obrigado Raphael pela colaboração. Espero que estas dicas possam ser úteis a vocês.

Por Raphael Freitas
______________________________________________________________
Dicas de viagem para Orlando

Hotéis

Se você não quiser gastar muita grana tem uns hotéis perto da Universal bem em conta, sugiro o Days Inn (diárias de US$ 29) da Caravan Court, pode-se ir a pé aos parques com acesso pelo City Walk.
Caso você esteja com disposição de gastar mais, uma boa dica são os hotéis do próprio complexo Universal, hospedado nele você vai aos parques de barco, e a melhor parte, não enfrenta filas, tendo acesso facilitado ao mostrar a chave do quarto desses hotéis. A compra dos ingressos também é facilitada para quem está hospedado lá. Fica como dica o Royal Pacific excelente hotel com diária de US$ 200 podendo ficar até 4 pessoas.

Transporte

Galera brasileira da http://www.1001limo.com/. Todos os motoristas são brasileiros e dão as dicas da cidade, podem agendar grupos, em limousines, vans e SUV.

Parques

A melhor opção é comprar o Orlando Flex Ticket, que te dá acesso durante 14 dias nos parques da Universal, Sea World e Busch Garden.

Alimentação

Orlando por ser uma cidade turística tem várias opções, vou enumerar algumas :
- Benihana – Rede japonesa, lá não servem apenas sushi e sashimi, a especialidade é a comida preparada na chapa quente na própria mesa na frente dos clientes.
- Johnny Rockets – Hamburgueria americana muito boa, detaque para o Milk Shake
- Camila’s – Restaurante brasileiro na International Drive, se estiverem com saudade do Feijão com Arroz, lá é o point, ao lado tem um mercadinho brasileiro que serve um café com leite e pão na chapa, para quem quiser um café brasuca.
- Wafle House – O nome já diz.
- Sbarro – Melhor Cheese pizza, qualquer shopping tem.
- California Pizza Kitchen – Shopping Millenia.
- Nascar – Citiwalk Universal.

Compras

- Prime Outlets – Melhor Outlet de Orlando tem Oakley, Nike, Adidas, Tommy, Polo entre outras marcas, uma boa dica é chegar lá na hora que abrem as lojas, está deserto e você consegue comprar com tranquilidade. Localização : Fim da International Drive.
- Florida Mall e Mall at Millenia – La você encontrará todas as Grifes.
- Loja Outlet Adidas – International Drive em frente ao “Mall do Camila’s” lá você acha muita promoção, principalmente de mochilas e malas.

A viagem de volta

Meu vôo saia de Orlando as 20:50 e o de Miami pro Rio saia as 23:10, acontece que o vôo de Orlando atrasou e saiu às 23:00 hs lógico que perdemos o voo, aí chegamos no balcão da American Airlines e eles nos deram 35 dolares para 4 refeicoes, nos colocaram num hotel e nos forçaram a ficar durante 1 dia em Miami, apenas com a roupa do corpo.
Como dica, tente não pegar uma conexao tão apertada, ou então o que eu acho melhor, tente passar 3 dias da viagem em miami, indo assim de carro para Orlando.

Caso queira entrar em contato com o autor do texto:
Raphael Freitas
E-mail: raphael_freitas@globo.com
Twitter: @ziggyvasco

Se você já conhece Orlando e tem mais dicas, aproveite e nos conte sua experiência também! Faça seus comentários ou nos envie suas histórias para o e-mail contato@viajarepreciso.net

Leave a Comment

Links relacionados:

feed RSS Assine nosso feed RSS Twitter Siga-nos no Twitter! Compartilhe Compartilhe

São Paulo: Um Case de Turismo

Primeiramente gostaria de agradecer a Gabriela por ser a primeira pessoa a colaborar aqui no blog com suas experiências de viagem, além disso, resolvi postar por ser uma visão muito interessante sobre a cidade de São Paulo de alguém que não é de São Paulo.

Conheço São Paulo há alguns bons anos e tenho de concordar com ela. Já fiz a grande maioria das coisas que ela sugeriu nas dicas e posso te afirmar que são ótimas, poderia falar também de outros lugares como o centro histórico da cidade, aliás, perto do Mercadão, onde temos a praça da Sé com sua conhecida Igreja, o Pateo do Colégio, outros museus importantes como a Pinateca do Estado, Museu da Língua Portuguesa enfim, mas deixo você com o relato dela. São Paulo realmente é um vício.

Espero que aprecie a viagem!

Por Gabriela Otto *
________________________________________________________________

masp_visao_aerea_foto_da_wikipedia

Quando pensamos em turismo, normalmente São Paulo não é o primeiro destino brasileiro que nos vem a mente, mesmo sendo um dos maiores pólos de negócios e eventos do mundo (12º lugar de acordo com ranking de 2008 da ICCA).

O Rio de Janeiro ou as lindas praias do Nordeste sempre tomaram a frente em termos de turismo. Mas este cenário mudou, e hoje, a grande metrópole do país é a primeira em entrada de turistas, mesmo não sendo destino “sol e mar”.

Com 15% do PIB e 6% da população do Brasil, claro que a força do turismo de negócios é inquestionável. Entretanto, a cultura, a gastronomia, a noite e o mais recente turismo de saúde, estão posicionando mundialmente a cidade como cosmopolita e atraindo executivos a ficarem mais alguns dias ou retornarem de férias com suas famílias.

Somente na área de feiras de negócios, a cidade movimenta cerca de R$ 2,4 milhões por ano, recebe 1 a cada 3 dias e detém 75% das feiras do país, como Couromoda (com mais de 65 mil profissionais), Francal, Fenatec, etc.
Quanto a hotelaria, que fechou 2008 com 68,5% de ocupação em 2008, são 410 hotéis com mais de 42.000 aptos. para todos os gostos.
E os restaurantes? Bem, o problema aqui é escolher entre as 12,5 mil opções.
A Campanha “São Paulo, Todas as Cidades do Mundo” (assista vídeo) mostra bem a diversidade de São Paulo.

A comprovação disso está nos renomados eventos abaixo:

* Musicais da Broadway
* GP Brasil de Fórmula 1 (única cidade da América Latina)
* Corrida de São Silvestre
* SP Fashion Week
* Parada GLBT (Maior do Mundo)
* Bienais do Livro, Artes e Arquitetura
* Salão do Automóvel
* Viradas Culturais e Esportivas
* Mostra Internacional de Cinema
* Corredor literário

Abaixo veja algumas dicas imperdíveis para conhecer a cidade de São Paulo:

1) Comer sanduíche de mortadela ou bolinho de bacalhau no Mercado Municipal

2) Assistir algum espetáculo da Broadway sempre em cartaz por aqui.

3) Assistir um concerto ou balé no Teatro Municipal

4) Conhecer o Masp e aproveitar o restaurante super “cool” que tem lá dentro.

5) Jantar no Terraço Itália e aproveitar a melhor vista da cidade.

6) Curtir a vida noturna da Vila Madalena

7) Tomar café da manhã em alguma das milhões de “padocas” da cidade.

8 ) Comer um bom “polpetone” com massa a seu gosto no Bairro do Bixiga

9) Dar uma voltinha na Oscar Freire e também na 25 de Março / Bom Retiro para compras

10) Conhecer o novo Shopping Cidade Jardim

11) Conhecer as feirinhas da Benedito Calixto e da Liberdade

12) Passear no Parque do Ibirapuera

13) Comer pizza (em qualquer lugar…você está em São Paulo)

Olha que eu sou do sul (Porto Alegre), já morei fora do país (Austrália) e também no Rio, mas posso dizer que São Paulo tem algo que envolve, encanta. São Paulo é um “vício”!

Links Interessantes: SP Negócios / São Paulo em Números / História de São Paulo 

 ibirapuera_park_sao_paulo_brazil_photo_gov_tourist_ministry

Gabriela Otto 7

 Gabriela Otto é Diretora de Vendas e Distribuição da Rede de Hotéis de Luxo Sofitel para a América do Sul (www.sofitel.com.br), Professora de Marketing do Senac e Faculdades Integradas Rio Branco. Também mantém o Blog “Propagando o Marketing” (http://gabrielaotto.blogspot.com) e é Consultora de Marketing de Luxo.

Não se esqueça de visitar seu blog em http://gabrielaotto.blogspot.com e segui-la no Twitter (@gabrielaotto).

Aproveite e Colabore!

Comments (1)

Links relacionados:

feed RSS Assine nosso feed RSS Twitter Siga-nos no Twitter! Compartilhe Compartilhe

Colabore com outros viajantes!

Coloquei um link na parte superior direita do blog chamada “Colabore!” para que você possa passar um pouco da sua experiência em viagens para outros visitantes do blog. Periodicamente publicarei os textos que forem enviados. 

Colabore!

Se você tem algo curioso, engraçado ou interessante para  contar, colabore com outros viajantes. É só ver as “regras” no espaço “Colabore!” e enviar seu texto para contato@viajarepreciso.net. Não perca tempo e contribua com os marinheiros de primeira viagem. Desde já agradecemos pela sua colaboração.

[]`s Viajar é preciso!

Leave a Comment

Links relacionados:

feed RSS Assine nosso feed RSS Twitter Siga-nos no Twitter! Compartilhe Compartilhe